Taaaania @ 21:58

Seg, 11/02/08

Hoje decidi-me finalmente. É mesmo porque é uma tarefa de Hércules. Ele acho que teve 12. Eu tenho 12 quase todos os dias. De maneiras que decidi corrigir o caderno do R., ou melhor, do R. B., que é para distinguir do R. que não sei o segundo nome e que. esse sim, é um verdadeiro demónio. Este não. É daqueles miúdos que eu chamo de "fofos". Porque apesar de não serem alunos brilhantes não dão muito trabalho e absorvem o que lhes transmitimos.

 

 

 

 

Tenho a dizer que me decidi começar pelo de geografia, já que ia ter teste na quarta. É incrível como aquele ser consegue escrever palavras simples como "economia" de três ou quatro formas diferentes, sem nunca se aperceber. Pois que foi "ecunomia", "equnomia", "ecunumia", equnumia" e ainda me devo estar a esquecer de alguma. Acentos para ele não há (olha o espertinho do F. quando eu digo isto: "ó stôra, sabe qual é a palavra portuguesa com mais acentos? É o autocarro..." Pior, mas mesmo pior, mas mesmo mesmo pior é que eu ainda me consegui rir... E depois quero que eles me levem a sério! Vais lá vais!)

 

 

 

 

Mas ainda tenho que explicar por que razão pus estes torrões de açucar muito parvos no meio do post. Então cá vai: Uma das razões para haver maior mortalidade nos países desenvolvidos é o estilo de vida, os maus hábitos alimentares e as doenças que daí advêm (momento de história e cultura,pessoal, aplaudam, vamos lá...), nomeadamente "diavetes", tinha ele escrito no caderno. Claro que eu solto primeiro a minha gargalhada e depois saco do meu melhor sotaque lisboeta, que é uma das minhas maiores qualidades, e começo a insultá-lo de diavético para cá e para lá. Acabamos os dois (mais a D., até caiu da cadeira...) com as lágrimas nos olhos de tanto rir e com a nova prof de matemática lá do centro (de quem eles não gostaram muito à primeira vista) a bater à porta para saber se estava tudo bem. Hilariante. Sei que agora não tem piada nenhuma, mas percebi. E percebi tudo muito bem percebidinho. São estes torrõezinhos de açucar que dão sabor à minha vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Já depois de publicar este post, percebi que o senhor Nuno, esse grande divagador, me presenteou, tal como eu o havia ameaçado, com os seus prémios; Eu, como tenho a mania que sou parva, gosto de quebrar correntes e nunca costumo passá-los a mais ninguém. mas o senhor Nuno, que infelizmente é mouro, mereceu que eu neste bocadinho tão frágil de linhas, fizesse várias referências ao seu estaminé de divagações, e ainda por cima vou recomendar a visita a este espaço de cultura a todos aqueles que ainda não desistiram de cá vir. E pronto, espero ter retribuído em grande... Nuno, pá, és um PORREIRO!

 

 

 

 

 

 

 



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