Taaaania @ 11:36

Qua, 10/09/08

A frase do Msn de uma amiga é "o maior erro é querermos ser amados e não amar". O que me leva à grande reflexão do dia: Afinal o que é amar?! O que me leva à frase de uma outra amiga que é Amar é darmo-nos ao outro para nos completarmos ou qualquer coisa deste género que ela agora mudou a frase para uma coisa ainda mais profunda como "João amo-te".

 

Eu nunca digo amo-te. Nem naqueles momentos maravilhosos em que até apetecia ouvir um amo-te ou até dizer um amo-te. Nunca digo. Não é por falta de coragem, porque desta boca desbocada saem tantas asneiras que coisa que não me falta é coragem para dizer o que bem me vai na alma. Mas amo-te é forte. É como uma sentença. E depois está tão gasto. Andam aí os putos todos aos gritos Amor amo-te muito, Vanessa amo-te, Joaquim, filho, I love you.

 

Eu nunca digo amo-te. Ele também não diz muito que me ama. Já disse mais. Na fase da paixão dizia trinta vezes ao dia que me amava. Agora não. De vez em quando lá sai um Amo-te daqueles derretidos. Mas não muito. Eu nunca digo amo-te.

 

Se ele não sabe que eu o amo, para quê tanto tempo com ele? Mas, por outro lado, qual é o problema de um simples amo-te? Não dizem que é bom revelarmos ao outro a cada minuto aquilo que sentimos? E dizem que as mulheres adoram ouvir um amo-te. Eu não faço questão. Aliás, até me fazia confusão quando ouvia de cinco em cinco minutos um amo-te, pareciam as ladainhas da missa que toda a gente diz sem pensar muito bem naquilo que está a dizer mas que se diz apenas porque sim.

 

É por isso que eu nunca digo um amo-te. A última vez que disse um amo-te foi a última vez que vi o meu pai. E agora não quero voltar a dizer um amo-te. É por isso que eu nunca digo amo-te.

 

 



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