Taaaania @ 11:36

Ter, 06/11/07

Eu sou uma pessoa a quem é fácil fazer feliz. Pode até não parecer, mas sou mesmo. Sou daquelas gajas que gosta de ser surpreendida, mas não precisa de ser uma grande surpresa. Uma coisa muito simples faz-me feliz. Não dou valor a uma prenda cara, gosto que ela me seja cara! (caros leitores, reparem no brilhantismo do meu trocadilho, não é para todos...)  

Tudo isto para dizer que este fim-de-semana fui ao cinema (como se não fosse todas as semanas, ou quase... mas pronto, é para parecer novidade!!) E durante este filme fui feliz...

E fui ver cinema português, isso é que é estranho... Nada de Corrupção, que parece que se está a habilitar a ser o pior filme do ano. Nem as gajas nuas o ajudam...

Fui ver A outra margem. É o filme mais simples e comovente que vi nos últimos tempos. Nada de estereótipos, nada de falsos moralismos, nada de grandes pretensões. Um filme simples, com pessoas simples e uma história simples.

De um lado, um travesti que acaba de perder o grande amor da sua vida e o sentido que a sua vida fazia até essa altura. Do outro, um miúdo mongolóide (é assim que a mãe o trata, não há cá nada de Trissumia 21 ou Síndrome de Dawn!) cheio de alegria de viver, que vai ajudar o travesti - seu tio - a recuperar o amor e a sua própria identidade. Pelo meio, uma família destruída pelos preconceitos e todo um mundo que se derrubou pelas escolhas das personagens.

A banda sonora ajuda. As interpretações são maravilhosas - sobretudo a de Filipe Duarte, que apanhou todos os tiques possíveis e imaginários de um homossexual / travesti, sem nunca cair no exagero...

Pronto. Estavam seis ou sete pessoas na sala. Só posso dizer que no final me apetecia ter lá ficado mais duas horas e ver tudo de novo. E depois, claro, sair cá fora e avisar o povinho que estão a perder uma grande fita e a trocá-la por histórias ocas demasiado enfeitadas...

 

 



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