Taaaania @ 19:01

Seg, 05/01/09

Eu nunca fui muito fã de namoros longos. Dois, três anos, quatro no máximo são o ideal para se perceber se aquela é a pessoa certa para nós ou não. A verdade é que coisas assim sérias de me tirarem a respiração só tive duas. E as duas demasiado longas, por acaso. Uma delas permanece. Há já muiiiiiito tempo. De quando em vez lá vem uma chatice, no ano passado a coisa esteve mesmo preta mas lá se voltou a recompor. Não é fácil fugir da rotina, mas o facto de não nos vermos todos os dias já foi muito negativo mas agora até me parece mais positivo do que negativo. A ver se a teoria de que depois matar saudades é bem melhor. E acho que sim.

 

Bem, isto tudo porque ontem fizemos uma catrefada de anos de namoro. E eu não queria deixar passar esse dia em branco. E ontem só tive tempo de postar sobre o Hugh Jackman, que por acaso me conquistou por completo, mas acho que isto já tinha dito. É uma questão de prioridades, primeiro o Hugh, só depois ele (vá, pronto, brincadeirinha, foi só para ter piada!)

 

Isto apenas para dizer que às vezes os namoros surgem nas vidas das pessoas das formas mais improváveis. Ninguém dava nada por nós, nem mesmo eu. Mas cá nos mantemos fortes, apesar de sermos almas gémeas tortas. Isto porquê? Porque somos de tal forma diferentes que até parece impossível que a coisa possa resultar. Senão vejamos:

 

Ele é calmo e ponderado, nunca diz nada desagradável a alguém e quando por acaso o faz, desfaz-se em desculpas. Eu sou um furacão, muitas vezes mal humorada, demasiado impulsiva e digo mesmo tudo o que me vem à cabeça. Ele é simpático com toda a gente e está sempre mais do que disponível para todas as pessoas que se cruzem no seu caminho. Eu só sou simpática com aquelas pessoas que adoro mesmo, não tenho paciência para andar a distribuir sorrisos a quem mal conheço. Ele é viciado em café. Eu não suporto nem o cheiro. Ele é mais salgados. Eu é mais doces. Ele é muito físico. Eu sou muito espiritual. Ele é terra a terra. Eu vivo num mundo de sonhos e fantasia. Ele é carinhoso. A mim, as meiguices provocam-me enjoos. Ele é todo correcto e educado. Eu gosto de dizer piadas sobre a família, os pretos e os deficientes que se cruzam no nosso caminho. Ele não levanta a voz. Eu falo muito alto, sobretudo a ver futebol. Ele gosta de bebidas com gás. Eu prefiro o compal e o trinaranjus. Ele detesta sumos de maçã e maracujá. Eu adoro. Ele só veste roupa azul, cinzenta, castanha ou vermelha. Eu pareço um arco-íris ambulante. Ele não percebe nada de música ou de cinema, falar com ele sobre isso é como fazer um monólogo. Estas são as duas paixões da minha vida. Ele não sabe o que são reefs de guitarra mas conhece os jogadores de futebol de todas as divisões, nem que sejam os das distritais dos Açores. Eu adoro futebol mas não caio nesses exageros, prefiro debitar bandas. Ele nunca diz que eu estou feia. Eu insulto-o demasiadas vezes. Ele gosta de surpreender. Eu gosto de ser surpreendida. Ele está sempre calado. Eu estou sempre a falar.

 

É que eu podia ficar aqui o dia inteiro. Em comum só temos mesmo o carro, que ele me copiou, e o FCP, essa paixão maravilhosa. Ah! Ele gosta de mim. E eu gosto muito dele.

 

 



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